Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução,
deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e
apanhar o último combóio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a
janela e jogar tudo borda fora,
queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o
cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para
sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra,
cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e
deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a
seguir esqueça o segredo
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